Crivella e a Bienal

Normal para um pai de família não querer que seus filhos tenham acesso a conteúdos pornográficos ou que sugerem algo relacionado ao tema. Mesmo se fosse conteúdo com cenas entre um casal hétero (homem e mulher). Criança é criança, já dizia Dona Regina.

E é normal também para crianças que super-heróis tenham super poderes que matem os monstros e ganham as brigas dos vilões do mal.

Caso a Marvel queira seguir outro caminho cabe a empresa decidir. Ou mesmo não seguir outro caminho, mas ter um outro super-herói. Também sem nenhum problema. Basta deixar isso claro sem querer ludibriar seus clientes.

Como também cabe aos pais decidirem o que é mais adequado aos seus filhos, seja em termos de revistas, internet, filmes, etc.

Agora, o que não cabe é um governo querer recolher determinadas revistas dado o gosto do seu executivo do momento. Isso é censura sim. Às pessoas que apoiam a censura de agora por afinidade ideológica, basta pensar em um governo com pensamento divergente do seu. Não iriam apoiar Freixo mandando recolher gibi com alguma temática de, por exemplo, saudação ao Exército Brasileiro.

Alguns dizem se tratar de estratégia política do Crivella para a reeleição do ano que vem. Caso seja isso mesmo foi um belíssimo, e previsível, tiro pela culatra. Crivella conseguiu colocar em destaque um livro que passaria em branco mas que depois da “polêmica” acabou tendo seu estoque esgotado. Fora o barulho que os movimentos barulhentos que já conhecemos vão fazer. É claro que isso vai fortalecer o candidato que se identifica com tais pautas. Nas eleições passadas o Freixo já chegou no 2º turno. Vai vendo…

RJ: Governadores presos

Todos os governadores vivos eleitos como o cabeça da chapa no estado do Rio de Janeiro já foram ou estão presos.

Com a 4ª prisão do Garotinho e 2ª prisão da Rosinha nessa manhã, nesse momento encontram-se presos além do casal, Sérgio Cabral e Pezão.

Soma-se a eles, Moreira Franco, que foi preso no início desse ano mas logo foi solto por um desembargador que alegou “garantias constitucionais”.

Cabral tem por volta de 30 denúncias e várias condenações que somam quase 200 anos. Não deve sair de Bangu tão cedo. Já Pezão, que fora vice de Cabral e se elegeu como seu sucessor, continuou os esquemas de seu antecessor, segundo as denúncias, e permanece preso no Batalhão de Niterói.

Resta acompanhar os desdobramentos de mais essas prisões do casal Garotinho.

Únicos ex-governadores do RJ vivos que não foram presos são Nilo Batista e Benedita da Silva, que ocuparam o cargo de forma interina quando os titulares renunciaram para concorrer à Presidência da República.

Vídeo: Esquerda brasileira comemora caos na Argentina

Texto de Renata Barreto

Macri, que apesar de se autodeclarar liberal aplicou pouquíssimas medidas nesse sentido, é um caminho muito menos penoso do que a volta da chapa Kirchnerista na Argentina. Mesmo depois de tantos anos parece que os argentinos não aprenderam nada.

Se as prévias das eleições realmente estão certas, a Argentina deve declarar default – ou seja, não vai pagar a dívida (de novo) e voltar à moratória. A Argentina vai caminhar a passos largos rumo à sua venezualização e os esquerdistas brasileiros que agora comemoram esse resultado, continuarão achando desculpas para apoiar políticos da mesma estirpe fora do país, mesmo que ao custo da miséria e fome.

O eleitor latino-americano se une sempre no mesmo modus operandi: imediatismo, baixíssima educação financeira e econômica, paternalismo e muita vontade de acreditar em promessas vazias e populistas apenas porque o discurso é o mais fácil. Hoje mesmo a esquerda brasileira comemora o dólar a quase R$4,00, dizendo que era mentira que com a reforma da previdência (que ainda nem foi aprovada no Senado) a coisa ia melhorar. Por pura burrice ou má-fé deliberada eles se esquecem que em economia nada depende de apenas UMA variável, mas de um conjunto. Com tensões entre China e EUA e com nosso vizinho às portas do abismo, é óbvio que vai haver o movimento de “voo para a qualidade” onde os investidores migram para ativos mais seguros como o dólar e o ouro. Isso não muda o fato da reforma ser importante porque, afinal, só quem é muito cego não enxerga que sem reforma o país não vai ter dinheiro pra nada em pouco tempo.

Só espero que o eleitor brasileiro tenha evoluído mais do que o argentino e possa compreender que quando se está no fundo do poço, ainda é possível cavar um buraco. Basta continuar fazendo tudo igual e esperar por resultados diferentes. Basta não usar a tal da lógica.

Não se enganem. Quando a Argentina virar a Venezuela, nenhum esquerdista metido a besta irá mudar daqui pra lá. Não. Eles só gostam de pobreza quando é a dos outros.

Vídeo: Senado joga contra o cidadão de bem no decreto das armas

Como disse Bene Barbosa: “O que se viu ontem no Senado não foi uma discussão técnica, foi uma discussão ideológica, político-partidária, chame como quiser, mas não foi técnica. Então os senadores que ali votaram para derrubar o decreto presidencial votaram por quê? Porque são defensores do desarmamento da população civil. Eles advogam pelo monopólio da força na mão do Estado”. Assista:

Ainda segundo Barbosa, a cultura contra as armas é um fenômeno recente no Brasil. Ele afirma que as armas sempre estiveram presentes na sociedade brasileira. Segundo ele, até 1997, por exemplo, o porte ilegal nem era crime, apenas contravenção.

O projeto de lei que susta o decreto, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede) será apreciado na Câmara agora.

Vídeo: Por que R$ 1 trilhão?

Em 2018, o déficit previdenciário, soma dos resultados do setor privado, servidores públicos da União e militares, atingiu R$ 290,3 bilhões, alta de 8% em relação a 2017. Para 2019, com as regras atuais, o déficit projetado seria de R$ 309 bilhões. Trata-se de uma trajetória insustentável. Dados do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que os gastos previdenciários do Brasil (em torno de 13% do PIB), com apenas 8% da população acima de 65 anos, são equivalentes aos gastos da Alemanha, com 21% da população nessa mesma faixa etária.

O fim do bônus demográfico e o rápido envelhecimento da população acrescentam dramaticidade ao problema. Se com a atual relação de quatro trabalhadores para cada aposentado a conta já não fecha, o déficit tende a piorar muito nos próximos anos, se nada for feito.

O recado é claro. Ou reforma ou quebra.