Globalização supera a guerra

DEAL

DEAL

2 parágrafos de um trabalho meu de 10 paginas sobre Globalização para a cadeira “Desenvolvimento Socioeconômico” em 2004

“A atual globalização não é uma conspiração americana para manter sua hegemonia. Os Estados Unidos são hegemônicos pela vitória dos aliados na II Guerra Mundial, pelo colapso do socialismo soviético e por liderar a nova revolução tecnológica.

A globalização não é responsável pelo desnível industrial nem pela pobreza da periferia. Ao contrário disso, foi a globalização comercial e tecnológica que permitiu o salto tecnológico de alguns países como os Tigres Asiáticos e o alívio da pobreza na China, que quinze anos atrás exportava menos que o Brasil e hoje exporta quatro vezes mais. Como o comércio internacional cresce quase o dobro do PIB mundial, os países abertos ao comércio e ao investimento vêm crescendo muito mais que os de economia fechada. […]”

O trecho é uma passagem de um texto do Roberto Campos de 2001 (devidamente citado no trabalho). Estudei Economia em Universidade Federal, onde predomina o pensamento marxista, anti-americano e demonizam o lucro.

Bom, o professor me deu nota 6 nesse trabalho. Na prova não escrevi nada disso e fui aprovado.

Mas é interessante notar que hoje com o atual caso da Ucrânia (10 anos depois de fazer tal trabalho) percebo que a Globalização, além das benesses citadas, ainda inibe um confronto militar.

EUA e União Europeia ameaçam a Rússia com sanções econômicas, e não com seus tanques, navios e caças. O comércio entre essas potências tem muita relevância para os países envolvidos. Entrar num embate militar contra seu principal fornecedor ou comprador não é das mais inteligentes decisões.

O globalizado mundo dos negócios, amaldiçoado pelos barbudinhos marxistas, torna-se estrategicamente mais importante que uma guerra (que sempre seria o pior desfecho para a crise).

3 comments so far

  1. Victor Pimentel Nunes on

    #DrHarari já afirma em seu “A Brief History of Humankind” que ao contrário de todos os demais períodos da História, vivemos momento de Paz. Está nesses motivos incluído não só custo de guerrear como também a falta de propósito em alguns casos.

    O exemplo dele é que um sujeito bombardear e dominar o Vale do Silício não vai alterar em porra nenhuma uma vez que o capital que ali é gerado não está nas edificações e maquinário, mas na atividade intelectual.

    Ora, por essa lógica, a pressão exercida via sanções econômicas pode e deve ser efetivamente mais poderosas que as custosas (incluindo no aspecto político interno dos Países) ações militares.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: