Os testes humanos

Victor, editor do Acasum e um dos editores do Blá Blá Gol, mandou a letra sobre o tema.

Faz parte da Cultura em que estamos inseridos, gostemos dela ou não. Cultura essa em que escovamos dentes, usamos internet, aproveitamos uma praia, torcemos para um time de futebol, rezamos, lemos sobre a filosofia budista, acreditamos em dolar, comemos agrião com batatas, acordamos de manhã, desenvolvemos ciência, tocamos bateria e qualquer dessas coisas corriqueiras que nós ou as pessoas em volta fazemos isoladamente ou em conjunto.
Cultura essa que evoluiu junto com a expansão demográfico-territorial da espécie até chegar ao estágio atual, absurdamente interligada com a interação do homo sapiens com demais animais E VEGETAIS. A domesticação propiciou Revolução Agrícola e daí não regredimos mais à interação caça e coleta.
Nesse contexto, nossa cultura e sociedade é composta também pelos OUTROS animais e vegetais, sacou?

Temos há tempos. Ou não?

O foda é que os conceitos iluministas tão em voga após Independência Norte-Americana e Revolução Francesa é irada, mas é Humanista pra caralho. Tais preceitos são bem fodas no intuito da homogeneização dos seres humanos e tal, tanto que estão presentes claramente nos proselitismos que permitiram abolição de escravatura humana à rodo e são enraizados em nós como o suprassumo da idealização igualitária. Ideais humanistas estão presentes nos proselitismos de Direita e de Esquerda.
A foda é que esses conceitos que compõe o status quo do pensamento cultural vigente assumem que somos Homens criados à semelhança e imagem de Deus e não Seres Vivos criados à semelhança e imagem de Deus (São Francisco de Assis fodão já tinha em mente o papel social dos animais e demais elementos da natureza na construção da sociedade).

Expandindo o conceito Franciscano que somos Seres Vivos vem a fudelança toda que na prática, gostemos ou não, vivemos e baseamos toda nossa economia em um modelo escravocrata, que é o que verificamos quando controlamos porcos, galinhas, bois, cavalos, ratos e por aí vai sem os direitos de livre-arbítrio que concedemos aos Homo sapiens.

E aí?
E aí que fudeu, cara. Porque eu no papel de Ditador da Humanidade posso concordar com essa nitroglicerina filosófica aí, mas não apresento solução de ordem prática.
Vou supor que sou um Ditador da Humanidade com direito à impunidade, ou seja, posso fazer a merda que eu quiser que minha cabeça segue sobre meu pescoço e todos os sapiens continuam obedecendo, basicamente um Juca Kfoury. DECIDO eu que sapiens devem tratar como iguais todos os demais animais. Dessa forma, vai rolar uma Lei Áurea forte aí na bicharada. Matar para comer um nem à caralho porque não matamos sapiens para nossa alimentação. Em legítima defesa? Podemos. Mas lembremo-nos do direito à enterro digno.
De toda forma, eu já levei a Humanidade para um dilema: comer animais e seus derivados já era. Como a gente não vive de fotossíntese, não rola de suprir necessidade de energia com o que o Sol já desperdiça independente da vontade consciente de qualquer ser vivo nesse Planeta… imediatamente preciso permitir que a Humanidade coma Vegetais.

Mas aí… fudelança de novo, CARALHO. Animal, Vegetal… conceito humano essa porra. Humano e recente. Aristóteles quem organizou essa bagaça. Na Biologia é tudo vida e portanto, pergunto aos meus conselheiros? E aí, caraí? Vambora abrir exceção para não morrermos todos amanhã?
Vamos sim, claro. Só que…
Tem gente pra caralho, galera. Vou ter que manter Agricultura aí feroz para não ficar morrendo muita gente e bicho, ou seja, os seres vivos que se locomovem, uma vez que mantivemos domesticados e sob controle os seres vivos que se fixam na terra (nasceu com raíz se fudeu). Só que Agricultura precisa de espaço e proteção e em prol desse espaço e proteção eu terei de desmatar áreas privilegiando algumas espécies de seres vivos com raíz em detrimento a outros. Mas aí qual ser vivo com raíz eu privilegio? Tem planta que é boa para mim e tem planta que deve ser boa para um falcão.

Porra, quer saber… reza agradecendo o bife que comeste no churrasco e que a morte daquele boi não foi em vão e sigamos em frente.
O trigo não tem pena de nós quando nos faz trabalhar freneticamente para expandir absurdamente seu território e demografia sobre o Planeta, nem a bactéria que já nos usou de nave espacial e o diabo para fazer viagens interplanetárias e está doida para ir a outras galáxias proliferar mais ainda.
O DNA é o filho da puta responsável pela sacanagem toda.

No comments yet

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: