A MELHOR NOTÍCIA DE 2012

Findo janeiro desse ano e O DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA DIMINUIU PORRA!!!

Impressionante como repercute pouco a melhor notícia do ano quando comparada ao suposto caso de estupro no reality show, ou com o novo herói italiano que mandou o capitão voltar ao navio, mesmo quando essa sai no Jornal Nacional

O rombo nas contas da Previdência Social brasileira chegou a R$ 36,5 bilhões, em 2011. Apesar de ser um prejuízo enorme, atingiu R$ 10 bilhões a menos do que o déficit do ano anterior. É o melhor resultado desde 2002.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/01/deficit-da-previdencia-social-chega-r-365-bilhoes.html

Dissemos aqui em junho de 2010: “O sistema previdenciário brasileiro é completamente deficitário. E tende a aumentar o rombo. No LP, seja ele qual for, ainda estamos em aberto, mas no CP erramos. Assim como os economistas, podemos dar a desculpa de “inversão da tendência”.

A taxa de desemprego por aqui vem diminuindo nos últimos anos e hoje é de 6%. O significante aumento dos empregos formais (com carteira de trabalho assinada) ajudou na redução do déficit pois coloca mais gente contribuindo para a Previdência Social.

A questão previdenciária é certamente uma das mais complexas em vários países. No Brasil não seria diferente.

31 comments so far

  1. Gaburah on

    Junte a isso os aposentados estarem contribuindo. Aliás, o ATENTADO que é a contribuição dos aposentados.

    E vai melhorar (pro Governo) ainda mais, vide as mudanças que atingirão o funcionalismo em breve.

  2. André Bona on

    Gaburah, não acho atentado nenhum contra aposentados. Por vários motivos. O primeiro deles é que a previdência é deficitária.

    O segundo, é que se vc ganha 5000 e te descontam 500, por exemplo, vc vai receber liquido 4500. Quando vc se aposenta, vc continuara recebendo 4500… nao precisa também ganhar MAIS do que ganhava na ativa né?

  3. Gaburah on

    Eu acho é que se o cara (literalmente) pagou pra ter direito a uma aposentadoria, então qual é a razão de cobrá-lo de novo?

    Na minha modesta opinião, se a previdência é deficitária, o contribuinte não tem nada com isso. A culpa é do gestor da previdência (governo).

    Justificar assim é passar a conta pro contribuinte.

  4. André Bona on

    Aí que tá. O cara não pagou. A previdência não trabalha com contas individuais.

    Portanto eu entendo que o cara, ao se aposentar, não deva ganhar MENOS do que ganha. Mas também nao acho que deva ganhar MAIS. Eliminar o desconto, na minha ótica, é aumentar.

    De qq forma, tem uma outra conta, que já li algumas vezes, dando conta de que o rombo com pensões é o mais assustador de tudo. Sendo assim, seria interessante apurar. Porque pensão, amigo, é dinheiro no ralo. Direto!

    Eu vou mais além: acho que TODOS deveriam receber O MESMO VALOR de aposentadoria pela previdência social. QUER MAIS? Faça via previdência privada complementar.

    Assim como a função do imposto é distributiva, acho que do ponto de vista humano, porque alguém deveria receber mais do que o outro na aposentadoria? As necessidades são as mesmas!

    Podemos ver também quando separamos a conta dos aposentados da iniciativa privada e dos servidores públicos. Porra, tem que ser igual. Tudo igual é na iniciativa privada. O cara tem teto e segue as regrinhas lá… Quer mais? previdência complementar…

  5. Gaburah on

    Que é o que vai acontecer.

    Mas eu acho que o cara paga sim. Tanto é que o desconto da previdência é proporcional ao salário. O cara recebe mais, paga mais previdência. Portanto, é justo que receba mais depois de aposentado.

    Nesse seu modelo, o cara pode ganhar 6.400, mas teria que pagar o exato mesmo valor de previdência que alguém que ganha um salário-mínimo de 640.

  6. André Bona on

    Gaburah,

    Esquece o meu “modelo”. é apenas uma observação do que acho que, humanamente falando, seria justo. Mas nao vamos entrar nele não, porque obviamente, a conta não fecha.

    Mas eu acho que o cara paga sim. Tanto é que o desconto da previdência é proporcional ao salário. O cara recebe mais, paga mais previdência. Portanto, é justo que receba mais depois de aposentado.

    Entao vc sabe me dizer porque o rombo das aposentadorias dos servidores é tão mais absurda? Se o cara paga, porque isso ocorre então?

    A conta não é individual, logo não deve ser tratada como tal.

    Os da ativa hoje contribuem para os que hoje recebem aposentadoria. Essa é a conta. Logo, o aposentado, paga lá um % do salário e recebe o dele inteiro. Tá ótimo.

    Voltando: se o cara recebe 4000 liquido, se aposenta e continua recebendo 4000 liquido, onde está o prejuízo dele?

  7. Gaburah on

    O rombo da aposentadoria de servidores ocorre porque sempre tem alguém roubando. Simples. Ou é fruto de anos de roubo. No meu ver continuam empurrando a conta pro contribuinte.

    Mas então, se o cara recebe 4000 liquido e continua nos 4000 (ou qualquer outro valor) depois de aposentado, então a contribuição passa a ser um compulsório pra se manter o sistema previdenciário.

    De novo, o contribuinte tá pagando a conta.

    *****

    Cara, sinceramente me desculpa se estou fazendo papel de burro. Não sou economista nem tenho muito saco pra números. Minha argumentação é muito mais, por assim dizer, ética do que econômica.

  8. Gaburah on

    O negócio é que a contribuição mensal para a previdência é um preço que o cara paga pela aposentadoria. Passa-se 35 anos sendo descontado, e isso vai se converter no salário depois da aposentadoria.

    Se o cara se aposenta, recebe o que passou pagando a vida inteira e é novamente descontado, ao meu ver isso é bitributação (ou qq outro nome técnico). Tá pagando de novo por um troço que já pagou.

    Só não tem como receber depois de morto.

  9. André Bona on

    cara, eu nao sou economista tb nao… rs…

    Nada a ver, tá tranquilo. Esse assunto aí, fica dificil entender o que é certo e o que é errado mesmo. Só debate mesmo.

    Eu penso o seguinte: durante a vida toda, o cara contribui com 8% (exemplo) e recebe zero proveniente da previdência. Ao se aposentar, ele contribui com 8% e recebe 92% proveniente da previdência…

    Então, tudo que ele contribuiu corresponde, no final, a 92% do ganho dele. Acho justo. Não é propriamente um estupro. Ele não é NOVAMENTE descontado. Ele CONTINUA contribuindo para a previdência. Só que agora, ele recebe 92% de tudo da própria previdência. Sacou meu raciocínio?

    Se é justo ou não, isso é outro problema. O lance é que a matemática precisa fechar.

    Eu contribuo com um percentual do meu salário e tenho uma previdência privada complementar. Acho que todos devem fazer o mesmo.

    O caso do servidor público né isso não. Tem vários fatores. Tem casos de pensões altas de viúvas, por exemplo. Isso encarece. Tem filho que recebe até completar 21 anos, tem um monte de coisa assim…

    Ou seja, o cara recolhe a vida toda. Se aposenta. Ele morre, a viuva recebe, ela morre, o filho recebe… vai dar quase o mesmo tempo contribuído e pago só que com valores que não fecham…

  10. Gaburah on

    Entendi o raciocínio.

    Justo não é. Nem um pouco.

    Mas é importante que se diga o seguinte: a pensão das viúvas (e filhos) de funcionários públicos é proveniente dos regimes estatutários, e não da previdência coletiva. Não é o povo quem paga por isso, mas sim os funcionários da ativa.

    Não sei se dá pra colocar tudo no mesmo saco.

  11. André Bona on

    Nao dá.

    Uma vez, quando o Goldman Sachs ainda era respeitável, conversei com um analista de lá, vai por volta de 10 anos atrás, e o cara me dizia que tinham feito um trabalho sobre a previdência aqui e esse era o cenário: “pensão é o que mais pesa na conta deficitária.”

    Mas, o ideal seria termo a informação destrinchada.

    O que ocorre é que o servidor publico não paga o mesmo valor a vida toda. E aposenta no ultimo salário. NO caso dos militares, por exemplo, o cara é “reformado” como dizem, com uma patente a mais do que a última. Faz sentido???

    Por exemplo, se o cara é praça, entra lá de soldado, depois cabo, depois sargento, depois tenente. Vira capitão e se aposenta. É justo?

  12. Gaburah on

    Pois aí é um caso específico da carreira militar. É quem é do quadro militar que paga essa conta.

    Não tô nem dizendo que não tem que ser revisto. Tem sim, até porque quando isso foi instituído a realidade sócio-econômica era MUITO diferente da atual.

    Agora, que eu acho uma sacanagem sem tamanho o cara ter que voltar a contribuir depois de aposentado, isso eu acho.

    O que se criou foi o financiamento compulsório do contribuinte para o regime previdenciário. Os governos não souberam gerir e passaram a conta, como sempre.

  13. Gaburah on

    E eu digo ‘voltar a contribuir’ porque tenho uma situação em mente: a do cara que completa os 35 anos e permanece na ativa, aí cessa a contribuição. Depois se aposenta e volta a contribuir.

    Sacou pq eu disse ‘volta a contribuir’?

  14. André Bona on

    Beleza, mas gera rombo de toda forma… é um tratamento desigual.

    Sim, tem vários fatores que foram se modificando. Inclusive a necessidade de se ajustar as coisas com um mínimo de responsabilidade, o que não ocorria…

    Outro exemplo, é o envelhecimento da população. Isso faz a balança pesar para o lado negativo.

    Mas na real, tenho um sentimento de que o problema não é da previdência, mas sim da seguridade como um todo. E a conta é colocada toda numa só, o que dificulta a análise.

    Acho que todas as pessoas deveriam possuir as mesmas regras. não há motivos para as regras de aposentadorias das pessoas serem diferentes. Todas com conta única e uma outra contribuição para a seguridade.

    Tipo, pago 8%, dos 8, 7% são para o meu fundo de reserva e 1% é para a seguridade. Ponto final.

  15. João Deiró on

    Dei um fast forward na discussão, apenas para tirar uma dúvida.

    Não sou especialista em previdência e sei pouco disso, mas sempre tive a impressão de que o rombo era causado pelo fato de que, até recentemente, os funcionários não contribuíam em nada e, mesmo assim, tinham o direito a se aposentar com vencimentos integrais.

    Tá errado?

  16. Gaburah on

    Não entendi.

    Não conheço categoria que não contribua, mas tb não sou especialista.

  17. Bender on

    Deiró,
    hoje não é mais assim não. É preciso ter pelo menos um período de contribuição mínima.

    Existe uma separação. O INSS faz parte da Previdência, que é o todo. Da última vez que vi o INSS era superavitário, o que indica que o problema está mesmo nas pensões exorbitantes dos setores públicos, filhos de militares, judiciário e outros. A Constituição de 1988 contribuiu para isso.

    De qq forma, já que gerou audiência, vou desenvolver mais o tema e postar em outro dia.

  18. João Deiró on

    Sei que hoje é assim, mas não era no passado, né?

    Foi justamente a ausência de contribuições e a transmissibilidade das pensões que gerou o problema, não?

    Só pergunto isso pq, a meu ver, isso justifica a contribuição dos inativos. Afinal, ao menos parte deles vem usufruindo de algo pelo que não contribuiu.

    A CF/88 é mesmo um absurdo. Independente de todo o absurdo que o país passou em razão da Ditadura, não dá pra acreditar que uma Assembleia conseguiu criar essa excrescência garantista e perdulária. E não tem inocente nessa história, toda a geração de políticos que está por aí, situação e oposição, contribuiu pra isso.

  19. Bender on

    Sim. De novo, acho que entre “aposentados e pensionistas”, o problema mesmo está nos pensionistas. Principalmente naquelas específicas que citei.

    O que não falta são trabalhos, artigos e discussões de especialistas com relação à Previdência e sua tão propalada “reforma”.
    Mas fato é que ninguém dá jeito nessa porra.

    Houve uma melhora no déficit mas foi circunstancial. Como coloquei no post, a queda da taxa de desemprego tem MUITO a ver com tal queda do déficit previdenciário.

    O problema maior é o LP com a inversão da pirâmide etária no Brasil. Como disse, vou desenvolver mais o assunto com esse foco no próximo post.

  20. André Bona on

    Gaburah,
    Não é o povo quem paga por isso, mas sim os funcionários da ativa.

    Discordo pelo seguinte: a conta é deficitária, então não é o funcionário que paga.

  21. Gaburah on

    Bom, faz sentido. Porque se existe um rombo, o tampão tem que sair de algum lugar, rsrsrs. É a lógica.

  22. Andre Bona on

    Bender, teve trabalho em plotar tudo aqui, hein peixe?

    Mas resumindo: pensão é foda!

    • Bender on

      Deu um certo trabalho, mas ficou bom. Consegui salvar graças ao aviso de resetamento do open-bar da gestão Gaburah.

  23. Andre Bona on

    Po, ia jogar esse post lá no meu blog, mas agora ficou dificil… rs… galera comentando…

  24. […] Link original: https://barecon.wordpress.com/2012/02/08/a-melhor-noticia-de-2012/ […]

  25. Andre Bona on

    Tá esperando completar um mês sem post??? To esperando artigo seu lá no Blog… Abç!

    • Bender on

      Tenho alguns rascunhos inacabados.

      Carnaval, viagem… uma pausa e tb to sem tempo mesmo.

      E antes de escrever o próximo quero fazer outro “completando” esse aqui. Mas está dando trabalho coletar as informações. Em breve sairá.
      Abs!

  26. […] post anterior gerou algum debate. Não somente por isso (e nem por causa disso), mas cabe um aprofundamento do […]

  27. […] O post anterior gerou algum debate. Não somente por isso (e nem por causa disso), mas cabe um aprofundamento do tema. […]

  28. Bender on

    Aposentadoria Pública Não É Um Direito Adquirido

    Muitas pessoas não sabem que no Brasil aposentadoria não é um direito adquirido.

    Aposentadoria é uma liberalidade, uma caridade da sociedade, dos jovens mais especificamente, para aqueles mais velhos que não puderam poupar ao longo da vida devido a pobreza. Ninguém está contribuindo para a sua aposentadoria, como muitos supõe, mas para aposentadoria dos pobres velhos.

    Por isto os mais ricos, contribuem mais, os mais pobres contribuem menos.

    As contribuições são na realidade um imposto redistributivo. O fato que você contribuiu sobre seus salário total, NÃO significa que você tenha direito a se aposentar como o valor do seu último salário, porque sua contribuição não tem nada a haver com você. Claro que a maioria dos nossos políticos, desvirtuaram a visão solidária, justa e equitativa do da Previdência Social, e se locupletam com aposentadorias para sí, as vezes duas e tres como FHC, Sarney e Lula/

    É assustador que ninguém saiba disto.

    No Brasil, nossos governantes na época rejeitaram a formula inventada pelos administradores, que é o sistema de Acumulação Solidária.

    O dinheiro dos jovens trabalhadores é depositado numa conta coletiva, investido por 30 anos, para ser usado para pagar as respectivas aposentadorias. Se um por azar morrer antes de se aposentar, o dinheiro reverte para o grupo, barateando o custo para todos. Por isto se chama Acumulação Solidária.

    Este sistema isto que permitiu o enorme crescimento americano a partir de 1935, com investimentos de 30 anos em infra-estrutura proporcionados pelos fundos de pensão.

    Hoje as grandes empresas como Petrobrás e Banco do Brasil também criaram para seus funcionários Fundos de Pensão, que são os grandes investidores das empresas brasileiras.

    Nossos políticos e economistas progressistas criaram um outro sistema, não baseado em investimentos, mas em caridade ou “solidariedade inter-geracional“.

    No sistema de Repartição Social, a nova geração contribui para que a velha geração possa se aposentar sem ter poupado.

    A nova geração, ou seja você, por solidariedade, paga os salários dos velhos que por imprevidência não pouparam como deveriam ter feito.

    Por isto chama Previdência Social, previdência paga pelos outros.

    Nosso Sistema de Previdência Social segue o princípio “de cada um segundo a sua capacidade, para cada um segundo a sua necessidade”.

    Você caro jovem é o capaz de trabalhar, o velho sem poupança acumulada na vida, é o necessitado.

    Quando fui Professor da USP, fui eu que paguei a aposentadoria do Prof. Delfim Netto, do Prof. Rui Leme, do Prof. Florestan Fernandes e do Prof. Fernando Henrique Cardoso, aposentado aos 32 anos.

    Fomos nós Professores Assistentes que pagamos as aposentadorias milionárias dos titulares.

    “De cada um segundo a sua capacidade, para cada um segundo a sua necessidade“.

    Nós Professores Assistentes fazíamos isto na esperança que as próximos gerações seriam tão trouxas como nós, e pagariam por sua vez, as nossas aposentadorias, numa corrente de felicidade sem fim.

    Algo que felizmente aconteceu. Minha aposentadoria não vem do dinheiro que eu poupei, mas da relação forçada que escraviza a nova geração.

    Mas ao contrário da maioria dos Professores, eu não considero minha aposentadoria um direito adquirido.

    Aliás ninguém tem o direito de viver às custas dos filhos.

    Segundo Hegel, mentor de Karl Marx, escrevia em Filosofia do Direito.

    “Só se tem direitos adquiridos sobre bens materiais, a casa que você construiu, a poupança que você construiu. Ninguém tem direitos adquiridos sobre seres humanos”.

    Algo para se pensar.

    Texto do Prof. Kanitz


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: