Conclusão da falta de tempo

Muitos acontecimentos rolando. Não é novidade que o mercado está aquecido. Fica complicado atualizar o Barecon da forma que deveria. Parece desculpa. E é mesmo. Tanto que estou aqui agora escrevendo. De qualquer forma deve-se verificar a causa do problema.

Sempre escutamos por aí reclamações diversas, mas a que está na moda há tempos é a tradicional “o dia está cada vez mais curto”. O que não deveria acontecer pois a tecnologia aproxima lugares e pessoas cada vez numa maior velocidade. O dito popular no mundo contemporâneo é que não dá tempo de “fazer tudo”. Portanto, há uma incompatibilidade nessas questões. Coloca-se no papel na tela e apura-se…

Especialistas da área ainda divergem sobre a necessidade de horas-sono por dia. Uns recomendam as tradicionais 8 horas, outros dizem que 6 são satisfatórias. A maioria concorda que a necessidade varia de pessoa pra pessoa. Então, ficaremos com a média de 7 horas nos braços de Morpheu.

Ocupadão

O trabalhador celetista (aproximadamente 80% do mercado de trabalho no Brasil, segundo o Sebrae) cumpre 9 horas por dia. 8 na labuta mais 1 de almoço. Em geral, leva 1 hora e meia no transporte até a empresa, escritório ou similar. Contando ida e volta chega-se a 3 horas diárias de deslocamento. Todo mundo vaza assim que o sinal bate às 18:00, mas ninguém acorda já indo direto ao trabalho. Ou seja, mais 1 hora para o café da manhã, “refeição mais importante do dia”. Total de 13 horas em função do trabalho – não considerando o pessoal que ainda leva para casa ou faz horas extras, pois o “homem tá cobrando”.

Descontando das 24 horas diárias, as 7 do sono e 13 do ganha-pão, sobram 4 horas para atividades extra-curriculares. São 4 horas que muitos ainda gastam para o aprimoramento profissional fazendo curso, Faculdade, pós-graduação. São as mesmas 4 horas para praticar algum esporte ou ir à academia, pois “devemos cuidar da saúde”. Ir num show, ao cinema, ou teatro porque “cultura é importante”. Escrever blog ou no Facebook. Ou beber cerveja, ou fazer o que traz satisfação, simplesmente “porque eu gosto”. Quem tem filho ainda infanto, pode esquecer, as 4 horas serão para eles.

Portanto, ou as pessoas estão se comprometendo com muitas atividades para um único dia, ou o problema é o trabalho, que ocupa 76% do tempo que estamos acordados. “Mas e os recebíveis provenientes dele que proporcionam o ciclo econômico, que traz a satisfação e faz a roda girar?” Conclusão: se você não for rico, é pobre. Então relaxa. Pobre tem mais é que trabalhar.

3 comments so far

  1. Andre Bona on

    Comecei a trabalhar num banco. Como já possuo experiencia no mercado financeiro, em breve deverei ter a primeira mudança de função. Ótimo!

    Mas… atualmente, são 6 horinhas de trabalho com ponto eletrônico! Se eu passar 1 minuto, minha máquina toda trava. Sabe que isso é bom??? Mas também são 6 horas intensas… sem tirar de dentro…

    Sabe que tô gostando disso? Mudei para pertinho do trabalho. Por conta de um retorno, gasto entre 15 a 20 minutos na ida ao trabalho. E gasto em torno de 7 min na volta.

    Aí, chego em casa e tomo um café por volta das 16 horas. Depois assisto um pouco de “todo mundo odeia o Chris” e pego num soninho gostoso.

    Depois acordo, venho para a net. Faço meu curso de inglês, escrevo minhas bobajadas por aí…

    Tô pensando seriamente em não concorrer mais a promoção nenhuma… rs…

    • Bender on

      Morar perto do trabalho tem sido uma “saída” muito utilizada.
      Tal migração movimentou até o mercado imobiliário dos centros comerciais das cidades com a valorização das edificações residenciais nessas regiões.

  2. andrelvbona on

    Discordo de alguns pontos, digníssimo. A tecnologia nos permite hoje, ao mesmo tempo, escrever aqui no seu blog, escrever no blog sobre futebol, escrever no meu blog profissional, realizar palestras online com a tv ligada vendo novela (no mudo), conferir as notícias do vasco enquanto um download é feito, ter um cliente no interior de MG e outro no PA, enfim… todas essas horas aí, nao são de trabalho. São de tudo. Inclusive trabalho. Nao fosse a tecnologia, seriam de trabalho. Aí sim, seria foda.

    O desafio é gerir o tempo diante de tantas possibilidades simultâneas.


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