Yogos, Franquias, retornos

Alto Investimento

Lá no verão 2007-2008 surgiram no Rio de Janeiro as lojas da Yogoberry, os iogurtes congelados naturais, chamados de frozen yogurt, que já rolam há algumas décadas nos “países centrais”. No verão passado 2010-2011 rolou uma popularizada do produto por aqui.

Não tardou a começar a pipocar uma loja atrás da outra no Rio e região metropolitana. Tornou-se a moda. Várias outras marcas “genéricas” apareceram com suas lojas. Com o apelo de ser “natural”, mais saudável que sorvete, sem gordura e tal, a febre dos yogos pegou.

O Barecon não tardou em verificar o negócio do frozen yogurt. Há 10 meses, no olho do furacão, entramos em contato com a Yogoberry. O site da “líder” não é dinâmico. Foi necessário preencher um formulário grande para receber uma estimativa do investimento inicial. R$ 500 mil. Abismados, paramos de verificar. Hoje, o site continua o mesmo.

As diversas lojas das diversas marcas concorrentes da Yogoberry passaram razoavelmente bem por 2011. O clima brasileiro durante todo ano com mais dias de calor do que de frio ajuda. Agora estamos chegando na estação onde as vendas bombam. Verificando, hoje, os investimentos iniciais para franquia das marcas, temos:

E a propaganda é cara também

A Frozen Cherry está na mesma que a líder. É necessário preencher formulário. Dessa vez, passamos.

A YOfrozen traz um valor aproximado de R$ 240.000,00.

Yogooties crava um investimento inicial de R$ 253.458,00 para uma loja.

A Yogofresh indica R$ 134,5 mil apenas para a montagem da loja mais taxa de franquia entre 30 e 40 mil reais.

Yoforia estima R$ 175 mil.

A Yoguland coloca R$ 250 mil.

Nem todas as empresas acima citam claramente, mas algumas dizem que “o retorno do investimento acontece em x meses” ou algo parecido. Saindo dos palpites ao léu e tentando fundamentar o chute…

A média desses seis valores que coletamos dá R$ 264,5 mil de investimento inicial. Se o investimento fosse feito em novembro e a loja começasse a funcionar em dezembro (início do pico), supomos vendas aquecidas nos 3 meses do verão que coincide com férias escolares. Ou seja, em dezembro, janeiro e fevereiro seria 1 iogurte básico, com preço de R$ 7, vendido a cada 2 minutos, o que daria 240 unidades vendidas no dia e receita mensal de R$ 50,4 mil. A partir de março estimamos as vendas pela metade desse volume.

Dessa forma, considerando a média da Selic de 11% no período, o VPL (Valor Presente Líquido) só seria positivo no oitavo mês. O que quer dizer que o caboclo só teria o retorno do investimento se o projeto fosse levado até esse oitavo mês. Considerando a mesma taxa de 11%, os R$ 264,5 mil iniciais aplicados na renda fixa nesse curto período retornariam R$ 29.000,00 ao investidor. Sem, relativamente, nenhum trabalho.

Vale lembrar que não falamos de lucro ainda. Esse não é garantido. Os custos e despesas do negócio, que o franqueado assume ao longo do período (no caso, desses 8 meses) não entram na conta do retorno sobre o capital investido.

Franquia sempre parece ser bom negócio, mas sempre mais para o franqueador. É bom dar uma boa estudada. O mercado dos yogos na região do Rio parece estar saturado. O Barecon não se surpreenderá se em breve algumas lojas fecharem ou as taxas de franquia para o negócio caírem.

4 comments so far

  1. Victor on

    Nunca comi apesar de Serginho dizer sempre que é ótimo e que com Coca-Cola fica supimpa.
    #YogoBlargh

    • Bender on

      “Serginho disse que fica supimpa” – huahauhauhauaha…

      Eu ja comi. O pior sorvete é melhor.

  2. Yuri on

    No shopping perto de casa tem uma, nunca tive a menor curiosidade, mas agora com o texto… humm… essas CÓPIAS eu ainda não vi (também porque basicamente não visito outros locais passíveis de ter tal franquia)

    A Yogoberry perto de casa é comandada só por orientais. Isso é coincidência ou realmente a empresa tem PÉS no oriente??

    • Bender on

      No Centro do Rio, onde trabalho, e no bairro que resido há uma dessas a cada quarteirão. Digita “frozen yogurt” no Google. Aparecem mais cópias dessas. É enxurrada.

      Acho que é coincidência. Em SP tem muito oriental. No Rio, os botecos de pastel e caldo de cana são sempre comandados pelos “japas”. Nisso deve ter alguma ligação.


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