“Case” BTG Pactual

Se o jogo não acabou, por que sair?

Um dos principais bancos de investimento do Brasil, senão o principal, Pactual, foi vendido pouco antes da crise financeira de 2008 ao gigante UBS, banco suíço. Até então não se sabia, mas a venda veio na alta – momento certo – e André Esteves, principal acionista, ficou com a conta na casa do bi de dólar antes dos 40 anos.

Esteves é conhecido no mercado financeiro e foi muito criticado quando após a venda abriu o BTG (“Back to the Game”), uma asset, empresa de investimentos. “Com 1 bi de dólar pra que trabalhar mais?” – diziam os traders, hedgers e outras figuras do mercado. Tais operadores, de certa forma, deveriam saber que quando há muita grana, deve-se administrá-la.

Sorte ou competência, a crise do subprime fez os ativos do UBS desvalorizarem. Astuto, Esteves viu a oportunidade e a recompra do Pactual, por um valor BEM MENOR, se confirmou aproximadamente 2 anos depois de vendido, sendo formado o BTG Pactual.

A quebra do Panamericano fez surgir mais uma oportunidade. Nessa semana Esteves abocanhou uma fatia do banco que agora não é mais do Silvio Santos. Mais uma vez o mercado entra em rebuliço. A argumentação é de que o varejo não seria o foco do banco. Ora, está claro que a intenção é essa: entrar no ramo do varejo. Com a economia crescento as classes C e D tornam-se atrativas. Esteves comprou foi a carteira de clientes do Silvio. Não dá para bater de frente com BB, Itaú ou Bradesco. A caminhada é paulatina. Além de adquirir a baixo preço o banco, o BTG Pactual ainda ganha uma forte sócia: a Caixa – líder no crédito mobiliário e com expertise no atendimento ao público – que comprara parte do Panamericano.

O alvoroço da vez é a notícia de hoje do BTG querendo comprar a Casa & Video, que andou mal das pernas há um tempo. Alguma dúvida das intenções do Esteves? Para que aposentar-se tão novo se não daria mesmo para ficar pra sempre na praia? Vai apostar no cara ou nos operadores?

4 comments so far

  1. Bender on

    O acesso do BTG Pactual ao balcão da CEF é apenas o bônus da compra do PanAmericano. O valor maior da aquisição foi o passaporte para o rol seleto e privilegiado das empresas que resolvem problemas do governo.

    RR – Negócios e Finanças
    Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2011 – Nº 4.056

  2. Andre Bona on

    O BTG Pactual, entre outros grandes investimentos, comprou a PDG por 100 milhoes. Empresa que hoje vale 20 bi.

    • rkbender on

      A PDG comprou a CHL. Mercado imobiliário está bombando muito. Esteves não ia ficar de fora.

  3. Bender on

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