O RJ e a vontade política

Favela tem gente boa

O que vimos nos últimos dias no Rio de Janeiro é realmente espantoso, mesmo para os cariocas.

O governador Sérgio Cabral decretou: “É guerra”. Uma particularidade nesses atuais confrontos, além da grande mobilização das polícias e forças armadas, é o apoio popular. De certa forma as coisas se invertem e os “homens da lei” que são respaldados pela população. Como disse Alexandre Garcia em seu comentário no Bom Dia Brasil.

Em Nova Iorque há tráfico de drogas, em Paris também. Mas a situação do Rio de Janeiro é calamitosa. Aqui não é um maluco da esquina que te indicaram que vende uma trouxinha. São gangues enormes, bandidos armados com equipamento de exército russo ou israelense, traficantes que exploram com todo o fervor o tráfico de drogas.

Porra, na boa, em larga escala alguém hoje passa fome no Rio de Janeiro? Os bandidos querem mais que ostentar, querem poder, querem mais poder que o próprio Poder Público. Essa cultura de ladroagem e impunidade que se instaurou na cidade há algumas décadas que deve ser extinta.

Já foram apreendidas na mega operação mais de 350 motos, dezenas de fuzis, outros armamentos e mais de 50 toneladas de drogas. Não faço a menor ideia de quanto custa isso tudo, mas sei que é muito e que fará diferença. Quanto há uma restrição na oferta o preço sobe. Aqui é que entra tal “vontade” estampada no título do post. É um mercado que inevitavelmente vai encontrar um novo equilíbrio. “Como?” é a pergunta. A vontade política não deve ser somente na área de segurança.

É um grande primeiro passo, mas apenas a ocupação e pacificação das favelas não resolvem o problema. A erradicação das mesmas talvez sim. Assim como o Deputado Fraga em Tropa de Elite 2, também vamos fazer contas ilusórias.

Nos últimos 12 meses, o Tesouro pagou R$ 184,6 bilhões apenas de serviço da dívida pública, devido à uma das maiores taxas de juros do mundo e o cavalar estoque de dívida interna do Brasil. O custo de uma casa popular gira em torno de R$ 40 mil(*). Uma simples conta de divisão mostra que com a grana paga apenas em juros no último ano pelo Estado brasileiro, poderiam ser construídas 4.615.000 casas. Nota: a população da Rocinha está estimada em não mais de 250.000 pessoas.

(*) dado obtido em conversa informal com gestores da área

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