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Eu faço o meu Rock in Rio

Tá certo que o Rock in Rio nunca foi 100% rock (assim como o Free Jazz não era somente jazz), mas quem quer curtir somente o rock não pode reclamar. Basta ignorar o festival da Shakira e baianas e acompanhar as agendas das casas de shows ou estádios.

O mês 5 do ano ainda não terminou e já tivemos em solo carioca as atrações

  • Iron Maiden
  • John Fogerty (ex-vocal do Creedence)
  • Ian Anderson (ex-vocal do Jethro Tull)
  • Sir Paul McCartney

Cada um ao seu estilo. Metal pesado, puro rockn’ roll, art rock ou Beatles.

"Ao vivo" é lá em casa

A gama de grandes shows internacionais deve até aumentar. E não só no Rio mas no país, seja pelo dólar em queda (fica mais barato trazer os medalhões) ou pelo próprio crescimento da renda por aqui (aumento do poder aquisitivo da mulambada).

Cabe ao matuto escolher seus shows. Já escrevemos sobre custos desses shows. Não é necessário um festival no qual para assistir sua atração de, talvez única, preferência, paga-se por outras. Isso não é (ou não deveria ser) pacote de TV por assinatura. Odeio venda casada.

Rock in Rio? Fala sério. Clapton, Pearl Jam… estão a caminho. Tudo em 2011.

Paul in Sampa: o show mais barato do mundo

A Teoria Microeconômica insiste em querer determinar o nível de satisfação do consumidor. E consegue, mas apenas teoricamente. Na prática entram fatores subjetivos – entre eles o individualíssimo “preço de reserva”.

Este aqui que vos escreve foi em 21 de novembro de 2010 ao show do beatle Paul McCartney onde gastou R$ 150 no ingresso mais R$ 130 no translado. Recordo de levar umas 200 pratas para despesas comuns e voltar com praticamente zero. Arredondando o total da brincadeira ficou em torno de 500 Reais.

Molezinha

Caro, barato, o valor foi “justo”, aceitável, você é maluco de gastar R$ 500 ou eu não pagaria nem 20 pratas? No geral, depende. A minha resposta está no título e a explicação no 1º parágrafo.

Uma recente reportagem do Globo sobre os 30 anos da morte do John Lennon, trouxe uma informação que ilustra o texto.  O manuscrito de “A day in the life” foi vendido por US$ 1,2 milhão. É maneiro ter em casa um pedaço de papel rabiscado por Lennon? Sem dúvida.

Se investisse os R$ 500 que gastei indo ao show na poupança, à taxa de 6% ao ano, teria que esperar aproximadamente 144 anos para chegar nos mesmos R$ 2 milhões (câmbio 1,67) que o maluco gastou para atingir o seu nível de satisfação. Que bom que cada um possui o seu.

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