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16 milionários por dia no Brasil

Bilionário vira até "patrão"

Pelo menos é o que diz a revista americana Forbes, através da matéria de hoje da Folha

Cenário pessimista considerando ser o último da fila: com população de 190 milhões de pessoas, tal taxa de 16 novos milionários por dia, daria aproximadamente 33 mil anos para se tornar milionário.

O estudo publicado pela revista indica que o movimento ocorre desde 2007 e deve se repetir por mais 3 anos. Ou seja, até 2014 teremos pouco mais de 17 mil novos milionários. É 0,01% da população que quem quer milionário deve estar.

Cenário otimista? Bom, o conceito de “milionário” utilizado no estudo é o cidadão ter um patrimônio total de pelo menos R$ 1 milhão. Quem tem apartamento na zona sul do Rio e carro do ano já deve estar por ali.

Estratégia futebolera?

Primeiro Ministro

Saiu no Estadão agora há pouco

O comissário da União Europeia para Assuntos Monetários e Econômicos, Olli Rehn, [...] Ele acrescentou que “recebeu muita informação” durante visita ao primeiro-ministro italiano, Mario Monti, nesta sexta-feira, e disse que a Itália precisa manter uma política fiscal “firme e estável”, além de adotar uma abordagem estilo “carrossel holandês” em relação ao crescimento econômico. O “Carrossel Holandês” é uma estratégia do futebol na qual os jogadores trocam constantemente de posição.

Como se daria a estratégia se o novo ministro italiano der ouvidos ao comissário? Vai mudar as funções dos parlamentares o tempo todo? Vai trocar as posições? Agora corta os gastos. Não! Corta os impostos! Como se dariam essas alterações? Muito doido… deve ser a crise.

Yogos, Franquias, retornos

Alto Investimento

Lá no verão 2007-2008 surgiram no Rio de Janeiro as lojas da Yogoberry, os iogurtes congelados naturais, chamados de frozen yogurt, que já rolam há algumas décadas nos “países centrais”. No verão passado 2010-2011 rolou uma popularizada do produto por aqui.

Não tardou a começar a pipocar uma loja atrás da outra no Rio e região metropolitana. Tornou-se a moda. Várias outras marcas “genéricas” apareceram com suas lojas. Com o apelo de ser “natural”, mais saudável que sorvete, sem gordura e tal, a febre dos yogos pegou.

O Barecon não tardou em verificar o negócio do frozen yogurt. Há 10 meses, no olho do furacão, entramos em contato com a Yogoberry. O site da “líder” não é dinâmico. Foi necessário preencher um formulário grande para receber uma estimativa do investimento inicial. R$ 500 mil. Abismados, paramos de verificar. Hoje, o site continua o mesmo.

As diversas lojas das diversas marcas concorrentes da Yogoberry passaram razoavelmente bem por 2011. O clima brasileiro durante todo ano com mais dias de calor do que de frio ajuda. Agora estamos chegando na estação onde as vendas bombam. Verificando, hoje, os investimentos iniciais para franquia das marcas, temos:

E a propaganda é cara também

A Frozen Cherry está na mesma que a líder. É necessário preencher formulário. Dessa vez, passamos.

A YOfrozen traz um valor aproximado de R$ 240.000,00.

Yogooties crava um investimento inicial de R$ 253.458,00 para uma loja.

A Yogofresh indica R$ 134,5 mil apenas para a montagem da loja mais taxa de franquia entre 30 e 40 mil reais.

Yoforia estima R$ 175 mil.

A Yoguland coloca R$ 250 mil.

Nem todas as empresas acima citam claramente, mas algumas dizem que “o retorno do investimento acontece em x meses” ou algo parecido. Saindo dos palpites ao léu e tentando fundamentar o chute…

A média desses seis valores que coletamos dá R$ 264,5 mil de investimento inicial. Se o investimento fosse feito em novembro e a loja começasse a funcionar em dezembro (início do pico), supomos vendas aquecidas nos 3 meses do verão que coincide com férias escolares. Ou seja, em dezembro, janeiro e fevereiro seria 1 iogurte básico, com preço de R$ 7, vendido a cada 2 minutos, o que daria 240 unidades vendidas no dia e receita mensal de R$ 50,4 mil. A partir de março estimamos as vendas pela metade desse volume.

Dessa forma, considerando a média da Selic de 11% no período, o VPL (Valor Presente Líquido) só seria positivo no oitavo mês. O que quer dizer que o caboclo só teria o retorno do investimento se o projeto fosse levado até esse oitavo mês. Considerando a mesma taxa de 11%, os R$ 264,5 mil iniciais aplicados na renda fixa nesse curto período retornariam R$ 29.000,00 ao investidor. Sem, relativamente, nenhum trabalho.

Vale lembrar que não falamos de lucro ainda. Esse não é garantido. Os custos e despesas do negócio, que o franqueado assume ao longo do período (no caso, desses 8 meses) não entram na conta do retorno sobre o capital investido.

Franquia sempre parece ser bom negócio, mas sempre mais para o franqueador. É bom dar uma boa estudada. O mercado dos yogos na região do Rio parece estar saturado. O Barecon não se surpreenderá se em breve algumas lojas fecharem ou as taxas de franquia para o negócio caírem.

Espanha – novo alerta

A bola não pode cair

A Espanha vendeu por volta de € 3,5 bi em papéis de 10 anos com yield acima de 7%, o maior desde a era do euro.

O CDS espanhol chegou ao maior nível de sua existência, beirando os 500 pontos.

Já há algum tempo que a Espanha tem a maior taxa de desemprego da Europa, acima dos 20%.

São os sinais da robusta crise. Da periférica Grécia para as centrais Itália e Espanha.

Produtividade Acadêmica

O CNPq é “uma agência do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destinada ao fomento da pesquisa científica e tecnológica e à formação de recursos humanos para a pesquisa no país“. Trocando em miúdos, a galera acadêmica geralmente está ligada à agência.

Existe um “Diretório dos Grupos de Pesquisas no Brasil” (depois que entrar no link clique em “pesquisadores”) do CNPq onde pode-se buscar a quantidade de publicações dos pesquisadores pelo nome dos mesmos.

Fizemos um apanhado com o corpo docente das Faculdades de Economia da UFRJ, UFF (deve-se clicar em “Corpo Docente”) e UERJ (se abrir!).

E quando o nome do pesquisador aparece...

Constata-se a baixa produtividade dos nossos professores e pesquisadores em geral. Existem as exceções, mas é coisa de pouco mais de 1 publicação por ano por acadêmico na média.

Protestos na USP

Quem estudou em Universidade Federal sabe que rola 2 eventos em grande escala nesse espaço amostral:

  • o papo de, por ser um “território federal”, a Polícia Militar não poderia atuar nessa área; e
  • maconha

Só percebi atuação da Polícia Federal em campus das Universidades do país em situações extremas. Será que cabe a PF fazer a segurança de rotina nos campus? Besteira.

A USP fechou acordo com a PM para tal rotina depois que um estudante foi assassinado no início desse ano dentro do seu campus. Cumpridora do seu dever, a PM prendeu na semana passada alguns “estudantes” que fumavam a erva na Faculdade. Foi suficiente para os maconheiros bradarem ávidos por melhores condições de estudo.

Tempo de sobra pra ser "revolucionário", né mesmo?

Final do ano de 2011, com tudo que já fora discutido, os maconheiros querem se utilizar de uma jurisdição que não existe. Um limite onde a entrada da Universidade seria uma fronteira para um poder paralelo no campus. “Baseado” em quê, cara-pálida? Vai estudar.

Brazil 41. E o kiko? A parada é Brasil 11, 12…

O Tesouro Nacional emitiu hoje mais US$ 1 bilhão em Global com vencimento em 2041 aumentando a dívida externa brasileira para aproximadamente US$ 80 bilhões. E daí? As reservas internacionais brasileiras passam dos US$ 350 bilhões. Hoje, o Brasil é credor líquido externo.

Já internamente…

Vai acumulando... Vai vendo...

A dívida pública brasileira chegou nos R$ 1,8 trilhão. O maior complicador é o serviço dessa dívida. Tal montanha de dinheiro com uma das maiores taxas de juros do mundo deve fazer o governo gastar mais de R$ 230 bilhões apenas para pagar os juros.

Banqueiro ou quem mais possui tais títulos ri de orelha a orelha. A sociedade, a população, o setor produtivo? Bom… é outro papo.

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