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Var. Souza Cruz / Var. nº fumantes < 0
A indústria do cigarro sempre foi forte. O tabagismo era incentivado na meiuca do século XX. Há poucos anos as propagandas ainda eram maciças. Marlboro tinha um cowboy boa pinta que cavalgava pelas montanhas num “raro prazer”. Hollywood fazia propagandas com esportes radicais saudáveis. Haviam vários e grandes eventos culturais que levavam os nomes das marcas. Tudo remetendo à uma “causa” de liberdade. Uma fuga das regras. Coisa que funcionava nas décadas de 1960-70.
Com a natural evolução da espécie pretextos foram sendo criados para inibir o consumo. Há tempos sabe-se que o cigarro faz um mal da porra. As propagandas “pró” foram restringidas e as “contra” foram intensificadas.
Breve perfil segundo pesquisa do IBGE: o fumante brasileiro é predominantemente homem (60%), está entre 25 e 44 anos (42%) e mora no meio urbano (82%). Porém, o número de usuários do tabagismo no Brasil vem reduzindo com as campanhas feitas e está num nível bem baixo. Somos 17% de fumantes e 83% de não fumantes.
Contudo, as ações da Souza Cruz mostram-se sustentáveis no Longo Prazo. A gigante do setor adia cada vez mais sua derrocada. É a correlação negativa que os investidores consideram.
A descoberta da pólvora
Comprovado: dinheiro traz felicidade. Fizeram um estudo. Quanto maior é a renda, maior é o nível de satisfação.
Há aqueles que se utilizam de exemplos de gente rica e/ou milionários que têm sérios problemas de depressão ou até se matam para contra-argumentar o laboratório. Bobagem. São casos isolados.
Real Valorizado
Abrindo agora a pouco a página do Globo on line, levei um susto. A manchete dizia “governo tomará medidas contra a desvalorização do real“. Como o Mantega tem a fama que tem, fiquei na dúvida e cliquei na matéria. Felizmente, dessa vez não foi nosso Ministro, o erro foi do editor do Globo.
Fizemos então uma conta de padaria. Utilizando como base o ano de 1999, quando a paridade do real pro dólar estava em torno de 1:1, deflacionamos a taxa com o diferencial da inflação brasileira com a norte-americana. Ou seja, Índice de Preço ao Consumidor Amplo e Consumer Price Index no Excel de 99 até 2009, um menos o outro e atualização do fator 1 (câmbio de 99) até 2009. Resultado = 1,58.
Traduzindo: a taxa de câmbio de 1,58 representaria hoje a mesma paridade (poder de compra da moeda) de 1999 quando estava 1:1. Quem estava vivo nessa época vai lembrar como era forte a nossa moeda. Quem tinha dívida em dólar vai lembrar (e chorar) mais ainda quando houve a maxidesvalorização em janeiro daquele ano.
Enfim, como o câmbio hoje está 1,72, podemos dizer que o Real efetivamente está valorizado, mais 7 purça e chega no virtual 1,58 (1:1). É a alegria para quem importa, pra galera que quer viajar pra fora e, ao mesmo tempo, ruim para o turismo interno (é normal jantar em SP com preço de Paris) e o terror dos exportadores brasileiros.
Pequenas Igrejas, grandes negócios
Aquecido pela busca da salvação convicção religiosa, esse é um mercado que cresce a cada dia. Onde havia um cinema, hoje há uma igreja.
Abrir um bar, uma agência, um escritório de advocacia ou uma construtura é deveras complicado. Além de todas as exigências específicas de cada setor e do tino necessário inerente ao negócio, há uma pesada burocracia para entrar no mercado. Não acontece com igrejas.
Pré-requisitos não são necessários. O Dogma é seu. Basta um endereço (pode ser a garagem da sua casa) e um CNPJ. Pronto. Já está habilitado a abrir conta bancária e realizar qualquer aplicação financeira sem ter que recolher IR ou IOF. Colocando seu carro também em nome da igreja, estarás isendo do IPVA. Impostos como IPTU, ITR (imóvel rural), ISS, entre outros, também não recolherás.
A receita das igrejas, doações, não são tributadas. É justo. Mas o mínimo que se pode conceituar é que igreja é uma forma de associação que presta um tipo de serviço.
Nossa Constituição diz que “Somos todos iguais perante a Lei”, mas perante ao Fisco, parece que não.
Olha a Capitalização aí gente
Dizem que a novela da Capitalização da Petrobras está chegando ao seu encerramento, ou seja, deve sair.
Tal processo é uma forma da empresa conseguir uma grana para investir no pré-sal sem se endividar. A emissão de ações que a cia. fará pode chegar num valor máximo de R$ 150 bi.
O governo quer a Petrobras ainda mais estatal e pretende adquirir mais ações não para manter sua proporção, mas para aumentá-la. O que irá criar problemas no futuro.
Questões políticas à parte, apenas o “deve” lá do 1º parágrafo é suficiente pro mercado. Ontem as ações da Petrobras subiram mais de 4% e está em quase 13% nos últimos quatro dias (clique no gráfico para aumentar).
A oferta será feita. O governo vai pegar a sua parte. Os acionistas minoritários poderão desembolsar uma grana para manter sua participação e, assim, não ter algum tipo de redução no recebimento dos dividendos. Novos investidores só participam da festa se sobrar, o que deve acontecer. Bom, não deixa de ser uma boa chance de rentabilidade.
Aproveite a maré e viaje
Aproveitei as férias e viajei um pouco. Fui gastar meu já escasso dinheiro. Gastei tudo que levei e mais algum (valeu AMEX).
A quantidade de brasileiros no exterior é notória (em Buenos Aires é enxurrada). Assim, verificamos a “Balança de Viagens Internacionais brasileira”, dados disponíveis no site do Banco Central. Utilizamos apenas dados de turismo, medida para excluir viagens de empresários bancadas por empresas e as mamatas da máquina estatal.
Resultado: Efetivamente os gastos de brasileiros no exterior nunca estiveram tão elevados. Julho de 2010 registrou o maior nível de despesas de brazucas lá fora (US$ 1,5 bi) desde que esse levantamento mensal é feito (há algumas décadas).
As despesas de brasileiros no exterior aumentaram 360% nos últimos 10 anos. Num período mais curto, os 7 primeiros meses desse ano estão 57% superiores ao mesmo período de 2009.
Motivos: i) crescimento da renda no Brasil. Bom momento da economia local, uma das menores taxas de desemprego na história do Brasil, mais gente trabalhando e mais grana no bolso para supérfluos (viagens de lazer); ii) desvalorização do dólar. A moeda norte-americana mais barata deixa passagens aéreas e diárias em hotéis (cotadas em dólar) mais acessíveis.
A balança de turismo deficitária brasileira não é nenhum fim do mundo. Indica apenas que brasileiro está gastando mais em outros países do que gringos estão gastando aqui. Vai na onda e aproveita o momento. Vai esperar uma recessão e/ou o dólar subir?
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