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Mercado de trabalho aquecido

Necessário diferencial para a percepção

Várias mídias já vinham noticiando o aquecimento do mercado de trabalho no Brasil há algumas semanas.

No último dia 27, o IBGE divulgou a taxa de desemprego que melhorou caindo de 7,6% para 7,3%. Porém tal variação ainda não reflete o aquecimento do mercado interno brasileiro pois o número de desempregados ainda é grande.

Para efeito de comparação a taxa de desempregados nos EUA e Zona do Euro está em torno de 9% e 10%. Na China e Rússia por volta de 5% e 4%.

O que é senso comum entre gerentes e diretores de médias e grandes empresas é a falta de qualificação técnica para as funções requeridas. Há vagas abertas sem que as companhias consigam preenchê-las. É notória a abundância de cursos de MBA de Gestão em Qualquer Coisa e também percebe-se como está em voga o curso técnico:

(…) assim como na maioria das outras (empresas), na hora de contratar, a busca é pela mão de obra qualificada. A preferência é por profissionais que tenham feito curso técnico (…)

Já aqueles que não encontram essas vagas, os desempregados, a reclamação maior é pela exigência de experiência, idade ou árduos processos seletivos.

Onde está o equilíbrio nesse mercado? O trabalhador tem o custo de procurar o emprego e a firma tem o custo de substituir ou contratar o empregado. A teoria econômica diria que o salário determina: A demanda por trabalho gera o nível de emprego contratado pelas firmas para um dado salário real.

Aqueles que continuam desempregados porque os salários oferecidos são baixos, estão nessa situação porque querem (desemprego voluntário). É necessário o difícil reconhecimento, talvez até por motivos circunstanciais, da perda de valor da sua força de trabalho. Já as empresas perdem chances por discriminar. Investimento em treinamento deveria estar no orçamento anual. Mão-de-obra qualificada procura emprego e não encontra por razões injustificáveis, no sentido de inelegíveis.

O postulante ao emprego precisa ter o tal do “diferencial” que tanto falam e empresas precisam parar de querer gênios ou profissionais 100% prontos. Talvez a teoria não funcione muito na prática.

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