Produção Industrial na Zona

Saiu hoje a Produção Industrial na Zona do Euro: -0,3%. O efeito da cifra negativa é ainda maior já que o mercado esperava uma elevação de 0,4%. Já é um indicador de que o PIB da região virá ruim.

Tabela europeia com números em queda

A Grécia pode mesmo sair do Euro. A problemática econômica gera impasses políticos. O país precisa cumprir as metas de austeridade fiscal acordadas com UE e FMI. Tal queda de 0,3% da produção industrial na Zona do Euro em março, confirma o cenário de recessão e agrava ainda mais a situação grega.

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A moeda brasileira também sentiu os efeitos do aumento da aversão ao risco externo e chegou a romper a marca de R$ 2,00. O Real fechou em alta de 1,8%, cotado a R$ 1,9870. Bovespa despencou 3,2% hoje.

A Inflação de Abril

Ontem saiu o dado da inflação medida pelo IPCA, do IBGE, que o governo utiliza como sendo o índice oficial: 0,64% para abril, ante o 0,21% de março. A aceleração triplicou aproximadamente de um mês para o outro.

Os jornais da noite de ontem colocaram o cigarro, feijão e empregada doméstica como os “culpados” pela aceleração. Isoladamente, estão certos, pois desmembra-se o índice e apura-se os maiores percentuais de aumento. Porém, deve-se considerar o peso de tais produtos na cesta do IPCA.

No todo, não faz uma diferença substancial a variação do preço do cigarro em abril. O mesmo número divulgado ontem, quando anualizado, caiu de 5,24% em março para 5,10% em abril. Para quem acompanha de longe, pode verificar os grandes grupos, como Alimentação e Bebidas, Transportes e Habitação, que possuem as maiores participações no índice.

Preço do Dólar em Reais em Março e Abril de 2012. Fonte: Bacen. Elaboração: Barecon.

Juros em queda é meio que normal ter uma pressão nos preços. Mas é meio que surpreendente também como nenhum dos especialistas cita a alta do dólar que já ocorreu em março e continuou em abril. De R$ 1,72 para R$ 1,91. A desvalorização cambial do Real frente ao Dólar de mais de 10% nesses 2 últimos meses encarece a produção, caros colegas.

Estratégia: “é dinheiro ou cartão?”

Atendimento é o diferencial

Vendedores de lojas de rua ou em shoppings fazem cursos de vendas, justamente para aumentá-las. Ou pelo menos deveriam fazer. É melhor para ele que, geralmente, vive de comissão sobre as vendas e, principalmente, para o proprietário do estabelecimento. Esse, maior interessado, deveria reservar um % da receita para investimento em treinamentos, pelo menos uma vez ao ano.

É espantoso como o atendimento costuma ser ruim. Há 2 sábados no principal shopping da cidade, vendedores continuavam sentados mesmo com clientes na loja. Como já trabalhei em comércio puxei papo com um:

“o movimento tá legal?”

“que nada, o mercado está ruim” – respondeu.

“e parece que vai piorar…” – repliquei em voz baixa.

Sentado estava, sentado ficou. Ainda tentou justificar sua ineficiência jogando pra galera. Obviamente, não compramos nessa loja.

Ter sempre boa postura, aparência, sorrir, técnicas de abordagens e outros, ocupam quase que 100% do tempo dos cursos. São raros os que dão dicas da hora H, o momento de finalizar a venda e tirar a grana do mala do cliente.

No momento de indecisão do cliente, em geral acompanhado do cônjuge ou amigas cheias de palpites, jamais deve ser usado:

“Você vai levar?” – denota impaciência do vendedor.

“Ficou tão lindo” – alguma vez vai ficar feio?

“Olha, você não irá achar em outro lugar” – ameaça?

A melhor maneira é a pergunta que exija uma resposta diferente do ‘sim’ ou ‘não’. Cabe ao vendedor um mínimo de timing para mandar a pergunta fatal (título do post) sobre qual a forma de pagamento será utilizada. É dinheiro em caixa.

Xiii… Governo no controle

Os bancos controlados pelo governo iniciam movimento de queda das taxas de juros. Pelo menos foi o anunciado. A manchete principal do Globo de hoje é essa.

Resta esperar e ver se vai mesmo ocorrer tal queda por parte do Banco do Brasil, banco de capital misto, porém com controle do governo, e da Caixa Econômica Federal (banco público).

A intenção dessa forçada dos mandatários do país é diminuir o spread bancário e fazer com que outros gigantes, como Bradesco, Itaú, Santander façam o mesmo. A medida incentiva o consumo por ser mais fácil tomar empréstimo.

Até aí tudo bem. Num primeiro momento todo mundo fica feliz. O caboclo vai se endividar mais e, abaca mesmo, aquecendo a economia. Heterodoxos gozam de felicidade. Eu também serei beneficiado nessa primeiro momento.

Porém, a contrapartida é a queda nas receitas dos bancos e, consequentemente, dos seus lucros. Sair de uma cobrança de 14% para 3% ao mês é um movimento grande. Se os bancos passarem dificuldade, vai deixar quebrar ou eu vou salvá-los de novo?

Eike vendeu, contraiu investimentos, ou só quer ficar mais rico?

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Nessa semana um grupo árabe adquiriu participação de quase 6% da holding do empresário brasileiro. A notícia causou algum reboliço no mercado.

É a primeira vez que a EBX tem parte de seu capital dividido. Assim, Eike agora tem de fato um parceiro, minoritário claro. Vale lembrar que as suas subsidiárias OGX (petróleo e gás), OSX (plataformas), MMX (mineração), LLX (logística) e MPX (energia) já tinham capital aberto.

Algumas mídias noticiaram com ar de dramaticidade falando apenas em venda da EBX. Já outras atribuíram a alcunha de investimento na EBX. Outras ainda especulam sobre o propósito de Eike que seria ser o homem mais rico do mundo.

Qual está correta? Bom, a primeira omite a palavra FATIA em sua manchete. A terceira é um pouco sensacionalista, mas também é correta pois o empresário já deixou a entender esse seu desejo. A segunda é mais precisa, pois disserta exatamente sobre a importância de uma parceria.

Sim, Eike vendeu parte de sua empresa, atraindo investimentos, o que o ajuda a aumentar seu patrimônio. Tal mecanismo trouxe um sócio para pensar junto, crescer e fortalecer a corporação.

Como diria Caetano, isso é lindo.

É Renda Fixa, segundo o Ministro

No início desse mês de março o Copom cortou os juros em 75bps (decisão não unânime) surpreendendo grande parte do mercado. A decisão reduz o diferencial de juros SELIC-FEDFUND e contém, em parte, a apreciação cambial, o que acaba por impulsionar a atividade econômica a um ritmo mais acelerado. Além disso, podemos considerar que a faixa da inflação entre 4,5% e 6,5% deve estar sendo bem aceita tanto pelo Bacen quanto pelo governo.

Já em meados do mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou publicamente que o câmbio no país é administrado e reiterou que irá adotar várias medidas para conter a valorização do real, que vem prejudicando a indústria nacional. Além disso, o Ministro informou que a taxa Selic (9,75% hoje) vai convergir para o nível da TJLP, atualmente em 6%.

Nesse sentido, o dólar saiu de R$ 1,71 no início do mês e opera acima de R$ 1,81 hoje, 25 dias depois. Uma valorização da moeda americana frente ao Real de 5,85% nesse período.

Porém, apostar no dólar é pra quem tem sangue frio. Com tal preocupação do governo com a indústria, a moeda americana deve retomar sua tragetória de depreciação em breve. Para quem investe em Títulos Públicos, a hora é de arriscar mais em papéis pré-fixados (LTN, NTN-F), já que os indexados aos juros (LFT) vão cair. Já quem gosta de fundos, deve sair paulatinamente dos DI e buscar alguns de Renda Fixa. Tudo isso foi o que o ministro disse. Quem somos nós

A Previdência e a pirâmide etária

O post anterior gerou algum debate. Não somente por isso (e nem por causa disso), mas cabe um aprofundamento do tema.

A Previdência Social é um seguro no qual o trabalhador paga parte do seu salário durante zentos anos ao governo para, quando parar de trabalhar, o governo “devolver” tal renda para o cidadão continuar vivendo.

Existem muitos autores e especialistas que estudam o tema. Há divergências diversas entre eles. Cada um tem uma corrente de pensamento para a solução (ou tentativa de) da questão. O objetivo aqui, por enquanto, é apenas expor.

Como diversos assuntos, a estrutura etária é apresentada no colégio nas aulas de geografia para moleques que querem jogar bola, curtir um som e pegar a mais gata. Porém, o estudo de tal estrutura e sua evolução é importante para a análise da população de determinada região. No nosso caso, o Brasil.

São 2 grandes grupos apresentados:

  • Ativos
  • Inativos

O primeiro é composto por adultos. Idade aproximadamente entre 16 e 64 anos. Esses são a força de trabalho de uma economia. Geralmente denominados de PEA – população economicamente ativa. O segundo é composto por jovens abaixo dos 15 anos e idosos acima dos 65 anos. Esses não compõem a PEA. Em tese, não possuem renda e vivem da produção dos ativos.

A construção e o estudo da dinâmica das pirâmides podem mostrar que caminho seguir. Se há tendência para o aumento do número de jovens, seria necessário construir mais maternidades, escolas. No caso de se verificar o envelhecimento da população, seria preciso mais lares para a terceira idade, clínicas, médicos. Em ambos os casos, existe a questão da busca pelo equilíbrio previdenciário.

Na escola, anos 1990, nos apresentaram a Pirâmide Etária brasileira, conforme figura a seguir. Nos anos 2000, já com a estabilização do país consolidada, a redução da natalidade acentuou mudança da pirâmide brasileira. O grupo dos ativos está entre as linhas tracejadas.

Fonte: IBGE. Elaboração: Itaú e Barecon

Nos anos 2010 a população brasileira já se encontra com mais ativos que inativos (bônus demográfico). O que explica, pelo menos em parte, a redução do déficit mensurado no início desse ano. Tal bônus favorece o Brasil por pouco mais de 20 anos com auge previsto para meados dos anos 2020. A projeção para esse período é de que a pirâmide assuma forma de “pêra”.

Fonte: IBGE. Elaboração: Itaú e Barecon

Já em meados dos anos 2030, a janela de oportunidades começará a se fechar, caso não haja significativas alterações nas tendências. Nos anos 2040, a alta proporção de idosos será um desafio para o país e, consequentemente, para a Previdência Social. Nos anos 2050, a pirâmide etária brasileira começa a tomar a forma invertida, apesar de ainda contar com mais ativos que inativos.

Fonte: IBGE. Elaboração: Itaú e Barecon

O Brasil está deixando de ter uma pirâmide típica de países menos desenvolvidos com alta natalidade – base larga – e passando para uma pirâmide mais estreita na base, com expansão no grupo dos adultos, pelo aumento da expectativa de vida – característica dos chamados “países centrais”. A verificação mostra que o país está em processo de desenvolvimento.

Nesse médio prazo é provável que tenhamos outras reduções no déficit previdenciário. As estimativas pessimistas são para o “temível” longo prazo com o envelhecimento da população brasileira. Haverá redução da quantidade dos contribuintes e aumento da quantidade dos que recebem o “benefício”, ou seja, a Previdência receberá menos e ainda terá que pagar mais. Papo para os especialistas.

A MELHOR NOTÍCIA DE 2012

Findo janeiro desse ano e O DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA DIMINUIU PORRA!!!

Impressionante como repercute pouco a melhor notícia do ano quando comparada ao suposto caso de estupro no reality show, ou com o novo herói italiano que mandou o capitão voltar ao navio, mesmo quando essa sai no Jornal Nacional

O rombo nas contas da Previdência Social brasileira chegou a R$ 36,5 bilhões, em 2011. Apesar de ser um prejuízo enorme, atingiu R$ 10 bilhões a menos do que o déficit do ano anterior. É o melhor resultado desde 2002.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/01/deficit-da-previdencia-social-chega-r-365-bilhoes.html

Dissemos aqui em junho de 2010: “O sistema previdenciário brasileiro é completamente deficitário. E tende a aumentar o rombo. No LP, seja ele qual for, ainda estamos em aberto, mas no CP erramos. Assim como os economistas, podemos dar a desculpa de “inversão da tendência”.

A taxa de desemprego por aqui vem diminuindo nos últimos anos e hoje é de 6%. O significante aumento dos empregos formais (com carteira de trabalho assinada) ajudou na redução do déficit pois coloca mais gente contribuindo para a Previdência Social.

A questão previdenciária é certamente uma das mais complexas em vários países. No Brasil não seria diferente.

Michel Teló – Piso R$ 400 mil

Ai se eu te pego

Saiu na coluna de hoje do Ancelmo Gois no Globo

Assim você me mata
Michel Teló fechou contrato de uns R$ 50 mil, há quatro meses, antes de “Ai, se eu te pego” explodir, para cantar dia 18 agora na Abaeté Folia, em Minas.
O que se diz é que a produção de Teló teria oferecido R$ 350 mil pela rescisão. Mas o show está confirmado.

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Além de abrir mão dos R$ 50 mil contratados, Teló ainda oferece R$ 350 mil para não comparecer.

Parece que quem contratou o show não aceitou. Bom… o show do novo fenômeno do “sertanejo universitário” vale pelo menos R$ 400 mil.

TVs por assinatura

O Mundo é dos Nets. Ou da Sky, HDTV é isso!

Nada demais. Apenas para guardar o gráfico*.

O Globo, 02 de janeiro de 2012

Mas… percebe-se que outras grandes vão chegando para brigar nesse mercado. 154 operadoras é um número, de certa forma, relevante para um oligopólio. Tais operadoras estão focadas nos milhões de consumidores brasileiros. Um mercado, inclusive, em expansão.

Considere que apenas 10% da população brasileira teria poder de compra. O mercado interno brasileiro seria de 20 milhões de consumidores. Isso já é quase meia Inglaterra. Mas sabemos que o número é maior que esse. As TVs fechadas vão ainda crescer.

Se a Net não fechar seu capital** até vale uma aposta na compra de um lote de suas ações.

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* Na década de 1990, quando queria guardar gravuras de jornais ou revistas, tinha que recortar e colocar numa pasta de plástico. Nos anos 2000 salvava no “winchester” (HD hoje) clicando em “salvar imagem como”. Na década de 2010 posto no blog, ferramenta que, além de outras vantagens, facilita na hora de procurar.

** Quando a parada começa a dar dinheiro, muitos acionistas atrapalham.

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